Assédio: Dr. Panelli sugere que todos os ônibus que circulam pela cidade disponham do “botão do pânico”

A segurança na locomoção é o fator que mais preocupa as mulheres, que relatam situações das mais variadas; olhares insistentes, cantadas, passadas de mão ou homens que se esfregam em seus corpos durante os trajetos

Qualificando como um gesto de grande relevância, vez buscar reduzir os casos de assédio em meio ao transporte coletivo municipal bem como auxiliar as vítimas de forma célere e efetiva, o presidente da Câmara, Dr. Panelli, apresentou em plenário a Indicação 1723/2019, sugerindo ao prefeito que estude meios de dotar todos os ônibus que circulam na cidade com o “botão do pânico”.
“O importante, de acordo com análises, é que esse dispositivo poderá utilizar-se da tecnologia existente em nossa cidade chamada “SOS Mulher”, outra conquista nossa. Creio que aparelhando a frota municipal para situações de importunação sexual, tão logo se processe o acionamento, uma viatura da Guarda Municipal será direcionada para fazer a abordagem do coletivo donde partiu o chamado, prestando o necessário apoio à (s) vítima (s)”, esclarece Dr. Panelli.
Uma pesquisa divulgada em junho pelos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, em parceria com uma empresa de transporte por aplicativo, confirmou que o assédio sexual está presente na maior parte das mulheres brasileiras, ao apontar que 97% dizem já ter sido vítimas de assédio em meios de transporte. Outras 71% conhecem alguma mulher que já sofreu assédio em público.
Para fazer a pesquisa, foram ouvidas 1.081 brasileiras em diversas regiões do país e que utilizam transporte público e por aplicativo nos três meses anteriores à data do início do estudo, em fevereiro deste ano.
Segundo o levantamento, 72% das entrevistadas dizem que o tempo de locomoção entre a casa e o trabalho influenciam na decisão de aceitar um emprego ou permanecer nele. Ainda assim, 46% das entrevistadas não se sentem confiantes para usar meios de transporte sem sofrer assédio sexual.
A segurança no meio de locomoção é o fator que mais preocupa as mulheres, que relatam situações das mais variadas, passando por olhares insistentes, cantadas indesejadas, comentários de cunho sexual, perseguição, e até mesmo passadas de mão ou homens que se esfregam no corpo da mulher se aproveitando da lotação. As citações de assédio no transporte público são mais numerosas do que nas outras alternativas.
Esclarecendo, o presidente da Câmara assinalou que “a importunação sexual é a prática de ato libidinoso na presença de alguém, sem que essa pessoa dê consentimento”, recordando que no ano passado, Senado Federal aprovou um projeto de lei que cria o crime de importunação sexual. A tipificação pode enquadrar, por exemplo, casos registrados de homens que ejaculavam em mulheres no transporte público.
“Regulamentado o esses atos se tornarão crimes sujeitos a punição de um a cinco anos de prisão. Também haverá aumento de pena em um terço caso crimes de estupro sejam cometidos em local público e transporte público ou se ocorrer à noite, em lugar ermo, com emprego de arma ou meio que dificulte a defesa da vítima”, completa Dr. Panelli.

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