Greve deve afetar transporte e aulas na capital amanhã; veja o que para

A greve geral mobilizada pelas centrais sindicais para amanhã deve afetar o transporte e as aulas em capitais brasileiras já a partir da madrugada de sexta-feira, quando motoristas e cobradores de ônibus, metroviários e professores devem cruzar os braços em protesto.

A ação é contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e que está em análise pelo Congresso, mas também por mais empregos e contra o contingenciamento de gastos em instituições públicas de ensino – o que já foi motivo para as manifestações de 15 e 30 de maio, encabeçadas pelos profissionais da Educação.

A paralisação convocada para esta sexta-feira (14) por centrais como CUT e Força Sindical deverá contar também com a participação de bancários, metalúrgicos, portuários, mototaxistas e servidores públicos, entre outros trabalhadores. Atos estão programados para ocorrer nas principais avenidas de capitais e grandes cidades do país.

Veja a seguir como ficam os serviços de transporte e ensino amanhã na capital:

São Paulo

Transporte: As linhas do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que transportam cerca de 7 milhões de passageiros por dia na região metropolitana, devem operar parcialmente. As linhas 7-rubi, 10-turquesa, 11-coral e 12-safira, da CPTM, e as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata, do metrô, não devem operar, segundo os sindicatos.

Os trabalhadores nas linhas 8-diamante, 9-esmeralda e 13-jade, da CPTM, foram liberados pelo sindicato Sorocabana para decidirem individualmente se param ou não. As linhas 4-amarela e 5-lilás, do metrô, devem funcionar normalmente porque são operadas pela iniciativa privada.

Os cerca de 14 mil ônibus municipais que transportam 4 milhões de pessoas diariamente na capital devem parar, segundo o sindicato da categoria. Já as lideranças dos trabalhadores dos intermunicipais e de ônibus da região metropolitana de São Paulo dizem que os trabalhadores estão liberados para decidir se aderem à paralisação.

Os sindicatos que optaram pela paralisação dizem que a adesão está mantida mesmo após a Justiça conceder liminares determinando que seja mantido o serviço de transporte urbano, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento, e os serviços de trem e metrô (neste último caso, com 80% do efetivo).

Educação: A greve vai atingir as redes municipal e estadual de ensino em São Paulo. Os professores foram convocados pelos sindicatos das categorias (Simpeem e Apeoesp) a participarem dos atos de protesto.

No setor privado, ao menos 33 escolas já manifestaram que vão parar, segundo informado no final da tarde de ontem pelo Sinpro-SP (Sindicato dos Professores de São Paulo).

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